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O que mais desmotiva as pessoas de procurar o Judiciário é a lentidão  e a burocracia. Ainda assim, 59% dos brasileiros acreditam que vale a  pena ir à Justiça. As informações são do “Estudo Sobre o Judiciário  Brasileiro”, feito pela Fundação Getulio Vargas sob encomenda da  Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB). De acordo com a pesquisa, a população aciona o Judiciário  principalmente para garantir o cumprimento de direitos previstos na  legislação (54% de menções); por violações a direitos do consumidor  (52%); por omissão do Estado na prestação de serviços públicos (42%) e  por questões tributárias (12%).

A razão que mais desmotiva as  pessoas de procurar a Justiça é a lentidão e o excesso de burocracia,  apontado como entrave para 64% da população. Outros fatores  desencorajadores são as percepções de que o Judiciário só favorece quem  tem dinheiro e poder (28%); não é eficiente e não resolve os casos (20%)  e atribui penas muito leves aos culpados (19%). Mesmo com essas  críticas, 59% das pessoas pensam que vale à pena recorrer à Justiça,  enquanto 29% discordam, e 12% não têm uma opinião formada sobre o  assunto.

Grande parte da população concorda com percepções  negativas do Judiciário. Dos entrevistados, 93% concordam, no todo ou em  parte, que a Justiça é lenta. Já 89% acreditam que “os altos salários  do Judiciário são incompatíveis com a realidade brasileira” e que “a  polícia prende e a Justiça solta”. Outras afirmações que têm alta adesão  da sociedade são “a linguagem jurídica é pouco compreensível” (87%), “a  Justiça no Brasil só protege os ricos” (87%) e “no Brasil, a lei  protege mais os bandidos que os cidadãos” (85%).