A marinha do Brasil anunciou neste domingo (20.out.2019) que já coletou 525 toneladas de resíduos de óleo nas praias do litoral Brasileiro. Desde o início de setembro as manchas já apareceram em 194 praias do Nordeste, atingiram 28 municípios em todos os 9 Estados da região. Segundo o órgão, esta é a 1ª vez que ocorre 1 acidente assim no país. Cerca 2.250 km da costa brasileira já foram atingidos em algum momento.O óleo que tem contaminado as áreas é “cru”. De acordo com a Marinha, este tipo de sustância não é produzido ou processado no Brasil.

As autoridades brasileiras ainda não conseguiram identificar a origem dos resíduos que tem afetado as praias. A explicação é que a densidade do material faz com que ele se espalhe por baixo da superfície do mar. Isso o torna indetectável visualmente por satélites ou em sobrevoos. O óleo fica visível apenas quando já está muito próximo à costa. Olivaldi Azevedi, diretor de proteção ambiental do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente) e outras autoridades envolvidas na recuperação das praias concederam entrevista neste domingo (2o.out.2019) em Recife para atualizar as informações sobre o caso.

“Diante da forma como se estabeleceu o evento, e vez ou outra se enxerga próximo do mar, ela é mto difícil de verificar então a gente optou por aguardar a chegada a costa para retirar esse óleo o mais rápido possível antes da enchente da maré”, explicou Azevedi. Neste domingo (20.out.2019), segundo a Marinha, de todo o litoral afetado, só há ainda resíduos na região de Cabo de Santo Agostinho-PE .

Por não saber de onde vem o óleo, a Marinha não pode determinar por quanto tempo ainda persistirão as manchas no litoral do Nordeste. Pelo mesmo motivo, as autoridades seguem sem descartar nenhuma possibilidade sobre a contaminação.

“Pode ter sido de navio para navio, pode ser 1 navio que passou por nossas águas ou águas internacionais e tenha feito uma lavagem de tanque, é possível. Estamos analisando todas as possibilidades”, afirmou o comandante de operações navais, Almirante Leonardo Puntel.

Instituições de fora do Brasil, como a OMS (Organização Marítima Internacional), a Guarda Costeira dos EUA, a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica do Departamento de Comércio dos EUA, estão auxiliando as autoridades locais na investigação das causas do contágio.